“SessãoEntrevista” a cantora Fantine Tho, ex-integrante do “Rouge” – Sessão TV.br
25 mar, 2014

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“SessãoEntrevista” a cantora Fantine Tho, ex-integrante do “Rouge”

 

Fantine Rodrigues Tho é nome da entrevistada do “SessãoTV”.

Quem se lembra dela?

Embalou festas e a adolescência de muita gente nos anos 2000 com músicas que se tornaram grandes hits e que até hoje são tocadas com a girlband “Rouge”

A cantora Fantine concede uma entrevista cheia de personalidade e simpatia, falando sobre sua carreira, o grupo “Rouge”, sua família e planos para o futuro.

Fantine nasceu no Mato Grosso, mas por seu pai ser piloto de avião teve que lidar com mudanças desde muito cedo em sua vida. A loira sempre esteve envolvida com arte e já fez aulas de jazz, sapateado, teatro, piano e sua paixão, o canto.

Em 1995 começou a cursar jornalismo, mas trancou os estudos para se tornar salva vidas e em 2000 começa a investir na carreira de cantora ao lado do seu irmão.


Conheça um pouco mais sobre a vida e carreira de Fantine Thó:

 

 

 

SessãoTV: Para começar, como a Fantine Thó se definiria?

 

Fantine: “I’m a survivor, I’m not gonna give up, I will survive, keep on surviving” rsrsrs

 

 

SessãoTV: Como foi sua trajetória até surgir o interesse pela música?

 

Fantine: Nasci e cresci com música, super conectada à batida do coração no ventre da mãe, como todos, pra começo de história,

Não foi um interesse que surgiu, a música é extensão de quem sou.

Experimentei diferentes atividades, por interesse de fazer de tudo um pouco pra viver a vida intensamente, do que por ter um plano calculado profissional, plano de carreira nunca tive.  Mas a música nunca saía da cabeça. Até hoje.

Sempre adorei esportes e dança. Me destaquei muito como atleta principalmente no Chile sendo recordista nacional de salto a distancia em minha categoria. Competia com os meninos, meninas tinham medo de mim.  Também jogava basquete e era estrelinha do time antes de parar de crescer rsrsrs.

Quando a puberdade bateu, engordei e me interessei pelos meninos. Foi quando deixei o piano e a orquestra de lado e peguei o violão. Grudada com meu irmão caímos pelo repertório de Guns n’ Roses e transitamos pro grunge de Pearl Jam em 94.

 

 

SessãoTV: Verdade que você já foi salva-vidas?

 

Fantine: Estava estudando jornalismo sonhando em ser fotografa de revista de surf ou F1.  O problema é que era no mesmo campus de Educação Física.  Quando decidi aprender a nadar bem, não consegui dosar, sou obsessiva e compulsiva quando estou aprendendo algo novo.

Foi quando fui chamada pra me candidatar como salva vidas, em dois meses tranquei a faculdade e fui trabalhar no Wet n’ Wild.  Fui promovida em 2 meses, depois de resgatar uma mulher e comecei a treinar 200 salva vidas sendo a única mulher na equipe de 7 homens sarados. Delicia! Rsrsrs

Em dois anos fui demitida, perdi completo interesse pelo trabalho, só salvei 1 vida, devagar demais, quer dizer, seguro, ótimo, só que eu tinha me inscrito pelo interesse na ação mais do que na prevenção.

 

 

SessãoTV: Você começa sua trajetória musical em barzinhos com seu irmão. Como foi essa experiência?

 

Fantine: O John e eu começamos na Guarda do Embaú. “Pizzaria Beleza Pura Blues Bar”. Tocávamos em troca de pizza e lugar pra dormir. Nosso publico era a galera que não suportava carnaval e samba e queria curtir o verão ao som de rock e blues.  Lotávamos a casa rústica com forno a lenha e parávamos a rua sem microfone.

Foi assim que conhecemos Fabico e montamos nossa primeira banda, Blue Coat.

 

 

SessãoTV: Sua família sempre apoiou sua carreira? Qual a influência deles nessa questão?

 

Fantine: A Familia sempre apoiou. Minha mãe sempre investiu em Conservatorio e escola Internacional que incluía um belo programa de música; além de ouvirmos a seleção de música dela que variava entre Mozart, Pat Metheny, Chico, Osvaldo Montenegro, Mercedez Souza, Nat King Cole, fazíamos longas viagens de carro aprendendo harmonização de vozes com o repertório de Beatles.

A Familia inteira cantava no coral da igreja, tocava violão ou piano, sanfona, gaita e compunha. Meio cansativo às vezes!

Meu pai colocava o violão no porta malas e saia vender o peixe. Meu irmão 13 e eu 14 anos e levava a gente para festivais como Hollywood Rock pra assistir Jimi Page e Robert Plant.


Além de contribuírem com musicalidade e excelente gosto musical sempre foram fãs, pais corujas. Tanto que já me questionei se música é algo que EU quero ou se é algo que meus pais querem pra mim.

Minha vinda à Holanda com a missão de completo isolamento pra me descobrir aprendi que a música sempre fará parte de mim e para ser realizada preciso estar sempre envolvida em atividades que me dêem a oportunidade de expressar minha musicalidade.

 

Capa do CD de estreia do ‘Rouge’ – Fantine, Aline, Luciana, Patrícia e Karin

 

SessãoTV: Em 2000, você decide se inscrever no reality “Popstar” no SBT. Porque se inscreveu? Qual era ou eram as primeiras pretensões ao se inscrever?

 

Fantine: Sempre sonhava em ser uma grande estrela quando ensaiava todas as coreografias da Xuxa olhando o reflexo  do meu meião branco no piano, imitando as botas das Paquitas.  Dançava e cantava horas!

Era fã de Michael Jackson e sonhava em ter um show como o dele.

Quando vi a chamada com Sade, Anastasia na TV a ficha caiu, me senti em casa. O chamado foi claro e eu estava pronta.

 

 

SessãoTV: Qual a maior dificuldade que encontrou durante todo o processo de seleção?

 

Fantine: A demora, a espera, lidar com as próprias emoções que vêem à flor da pele com toda expectativa e suspense do próprio formato.

 

 

SessãoTV: Em algum momento imaginou que chegaria tão longe ou que ganharia a competição tornando-se uma “Rouge”?

 

Fantine: Sim, no sambódromo quando a Iara disse que entre nós estaria o grupo, tive convicção que seria uma delas.

 

Clipe da música “Ragatanga”, hit do “Rouge” lançado em 2002

 

SessãoTV: O que sentiu ao receber a notícia que de 30 mil meninas inscritas você, a partir daquele momento, era uma “Rouge”? Consegue descrever?

 

Fantine: Alivio, realização, cansaço, empolgação pra trabalhar, confirmação do meu talento e resultado positivo depois de tanta luta. Medo, curiosidade de quem seriam as outras meninas.

 

 

 

SessãoTV: O “Rouge” vendeu mais de 6 milhões de discos e dvd’s. Emplacou diversos singles que até hoje embalam festas, reencontros. A fórmula de uma “girl band” funciona?

 

Fantine: Fórmulas funcionam, são reais. O cérebro humano é muito fácil de manipular, principalmente com música.

Agora, o produto final depende da qualidade dos ingredientes.

 

 

SessãoTV: Você se adaptou ao repertório do “Rouge”? A convivência entre as cinco garotas era difícil?

 

Fantine: Só me adaptei nos shows. Que delicia, era a melhor parte do nosso trabalho.

Detestava o trabalho em estúdio, ficava super insegura e me achava péssima cantora. Me trancava no banheiro pra chorar varias vezes. O Rick ficava doido comigo.

Com o tempo aprendi a vestir a camisa e fazia o trabalho mais pelo amor e respeito às meninas do que pelo trabalho em si.  O que tínhamos de mais precioso era nosso relacionamento.

 

 

SessãoTV: Sei que você já deve ter falado sobre isso diversas vezes, mas existiu um motivo real para a saída de Luciana Andrade do grupo “Rouge”? Vocês duas se desentenderam?

 

Fantine: A gente não se dava bem.  Eu não suportava a Luciana e ela também não podia me ver.  A vontade de ter uma conversa amigável, próxima e honesta sempre existiu mas a gente nunca se entendeu.

A saída da Lu foi opção dela, uma escolha individual baseada em vários fatores, internos e externos.  Eu não sou tão importante nem poderosa pra ser o motivo da saída dela.

O motivo é pessoal e deve ser sempre perguntado à ela.

 

Capa do último cd do "Rouge" - 'Mil e Uma Noites"

Capa do último cd do “Rouge” – ‘Mil e Uma Noites”

 

SessãoTV: Aline, Karin, Patrícia, Luciana, o que você guarda dos momentos vividos com elas?

 

Fantine: Acho que às pessoas não lêem mais quanto antes pra eu poder responder essa pergunta e manter todo mundo ainda entretido.

A lista é longa, os momentos são incríveis, engraçado, dolorosos e inspiradores.

 

 

SessãoTV: O “Rouge” chega ao fim em 2006, com quatro álbuns lançados, várias músicas na boca do povo, especulações sobre cachê. O que a Fantine tem a nos dizer sobre o encerramento desse ciclo?

 

Fantine: Foi um fim sem um ponto final.

Trabalhamos mais que camelos, curtimos muito, aprendemos demais e somos eternamente gratas pela oportunidade profissional que vivemos.

Muitos artistas jamais chagarão perto.

Poder ter comprado minha casa como fruto do árduo trabalho teria sido legal, alias essencial para continuar minha carreira saudavelmente.  O aspecto financeiro do trabalho foi extremamente traumático, abusivo e cicatrizante. Até hoje tenho dificuldades.

Minha prioridade agora é manter um bom relacionamento com pessoas que me fazem bem, com quem amo trabalhar, com quem posso lançar muita música massa e que podem contribuir com meu crescimento e desenvolvimento profissional.

 

Fantine e seu irmão Jonathan formaram o "Banda Tho" - Foto: facebook

Fantine e seu irmão Jonathan formaram o “Banda Tho” – Foto: facebook

 

 

SessãoTV: Em 2007, você volta a trabalhar com seu irmão e formam a “Banda Thó”. A intenção de gravar um cd, tendo já algumas músicas gravadas, foi interrompida pela sua gravidez? Como é a relação com o Jhonny Tho?

 

Fantine: O John é minha alma gêmea.

Nada é mais gratificante do que fazer música com ele.

Eu não tinha o gás necessário pra dar a cara a tapa como toda banda precisa fazer no começo. Estava exausta, desgastada, decepcionada e com emergente necessidade de me isolar pra me redescobrir e recompor.

Minha gravidez foi intencional, o Nick e eu estávamos sonhando com a Christine e decidimos concebe-la.

Levei um susto quando vi que nossa primeira e única tentativa tinha dado certo.  Fui pra Holanda esfriar a cabeça e não voltei mais!

Atualmente componho com meu irmão a distancia, ainda temos muita vontade de lançarmos um trabalho juntos.

Estou torcendo pra que venha pra Holanda no meu aniversario pra gravarmos algumas de minhas novas canções.

 

 

SessãoTV: Karin, Aline e Patrícia (Lissah), entraram para a área teatral, no mundo dos musicais e até em TV. Você que fez algumas participações em filmes e novela não viu uma oportunidade também nessa área?

 

Fantine: Vixe, sou péssima atriz. Eu sofria pra gravar as propagandinhas do Rouge. Dá dor se barriga só de pensar!

Apesar de ter amado meus 5 meses no Saloon do Hopi Hari e adorar minhas fantasias onde sou uma guerreira em um filme se ação, prefiro o palco pra fazer meu som.

Televisão talvez como apresentadora de um programa que envolva música, viagem e esportes.

 

Fantine grávida de sua filha Christine

 

SessãoTV: A Fantine cantora dá uma parada na carreira em 2007 para ter sua primeira filha. Porque decidiu se mudar para a Holanda e dar à luz por lá? Como é a Fantine mãe?

 

Fantine: Sou uma mãe dedicada, criativa, brincalhona e tenho como prioridade respeitar a criança, fazer perguntas em vez de impor e condicionar respostas, encorajar criatividade mesmo que o comportamento seja fora do padrão da sociedade.

Faço questão de falar somente português com minha filha e por obrigação aprimorar meu holandês com ela, prestando atenção em como fala, aprendendo palavra por palavra, expressão por expressão.

Tenho medo de errar, sou perfeccionista e acabo me bloqueando com atividades simples, às vezes dou umas viajadas e acordo com, “mamãe, mamãe?” (Tô na Holanda mas não fumo baseado, não é esse tipo de viagem, tenho suficiente bagagem na minha cabeça pra viajar.)

Quis me isolar justamente pra me transformar em mãe, bem longe de minhas ambições pessoais e profissionais pra desenvolver um bom relacionamento e conexão com minha filha e evitar abusar da boa vontade de vovó. Sei que me acomodaria nessa, não acho justo, então me precavi.

 

Fantine e sua filha, Christine

Fantine e sua filha, Christine

 

 

Escolhi Holanda pela qualidade de vida. Pago 150 euros por ano por uma escola Montessoriana, Christine fala 3 idiomas com 6 anos de idade. Não pagamos convênio médico pra pequena, andamos de bicicleta qualquer horário sem precisar olhar pra trás.  Vamos para o Brasil aproveitar o que tem de melhor sem precisar tolerar as dificuldades do dia-dia.


Tudo tem um preço, sinto falta de muita coisa, mas colocando na balança, para uma cidadã e mãe de classe media, à principio penso Holanda base, Brasil férias e trampo… mas pra ser sincera estou sempre dividida.  Saudades!!!!

 

 

SessãoTV: Em 2009, você retoma sua carreira fazendo shows na Holanda. Conte-nos sobre essa nova fase.

 

Fantine: Em 2009 conheci Martijn Niggebrugge com quem compus Born Again at Sunrise, Middle of the Night e Old Man’s Prayer. Gravamos com a produção de Joost Van Den Broek que conheci no mesmo vôo que o Nick.

Gravamos um DVD em Sao Paulo no Estúdio 8 com uma serie de vídeo clipes e gravações ao vivo super mágicas depois de vencermos um concurso em um site para músicos independentes.

 

Vídeo clipe oficial de “Middle of the Night” de Fantine Thó

 

Na seqüência gravei o vídeo de Middle of the Night, enfim, foi meu renascimento e o inicio de uma busca e equilíbrio musical.

Hoje faço shows em Amsterdã e Haia e aos poucos crescendo e conhecendo pessoas interessantíssima do mercado fotográfico.

 

 

SessãoTV: Em 2011, você é convidada a participar de um clipe em apoio ao autismo e lança a música “Até o Fim” de sua autoria. Acha que estar engajada em campanhas assim contribui para a Fantine de que forma?

 

Fantine: Junior Paiva, editor Chefe da única revista de Autismo da América latina era meu colega de faculdade. Acompanhou meu trabalho e pediu se podia usar “Até o Fim” como o tema da causa no site. Pai de autista, se identificou com a canção e se conectava com o filhinho Giovanni através dela.  História super especial. O tema foi escrito em 99, pro meu irmão e não tinha nada a ver com Autismo. Mas os pais e equipe unanimemente votaram por se identificarem.

Marco Rodrigues, aluno de radio e TV em são Vicente e fã do Rouge entrou em contato comigo pra fazermos um Video clipe de Vai. Foi quando sugeri que fizéssemos algo para o site de Junior. Já que usariam a canção para um slide show, me pareceu uma ótima oportunidade combinarmos as historias e tema mais rico para trabalho final de Marco.

 

Fantine Thó lança vídeo com a música “Até o Fim” em apoio ao autismo

 

Não vejo a causa como uma oportunidade de promover meu trabalho, mas acredito que todo artista tem a obrigação de usar seu talento e arte pare fazer diferença na vida das pessoas, nem que seja só uma.

 

 

SessãoTV: Por falar em autoria própria, o lado de compositora sempre esteve presente desde os tempos de “Rouge”. Existe uma técnica ou a inspiração vem e você escreve?

 

Fantine: Antes contava com minha inspiração espontânea e intuição pra compor. Provavelmente a pior forma de compor.

Hoje sou mais técnica.  Minhas pesquisas são mais especificas, e me forço a compor, mesmo sem inspiração.

É igual academia, a força só se disponibiliza mesmo na hora da atividade. Tem que sentar pra fazer que vem, mesmo quando acha que não. E se o trabalho não funciona, tem que mudar a forma ou atitude de trabalho.  Estar bem acompanhado também ajuda muito!

 

Fantine se encontra com Lissah (Patrícia), Karin e Aline em comemoração aos 10 anos de “Rouge”

 

SessãoTV: Em 2012, o “Rouge” completou dez anos de sua formação. E os fãs fizeram campanha e almejam até hoje por uma turnê e cd em comemoração a essa passagem. O que você pensa quando vê que os fãs ainda torcem por vocês e o carinho ainda é grande?

 

Fantine: A torcida é maravilhosa e o carinho é motivo de orgulho. Alguns fãs são sábios e nos querem muito bem.  Muitos viraram até amigos. Por exemplo a Juliana Pixine, que foi pra Disney com a gente, até hoje acompanho o crescimento dela, sempre foi uma menina muito bem educada, iluminada e super tranqüila. Sinto o maior orgulho em ver as fotos da formatura dela. A Carol Caminha que virou um super fotografa etc.

Outros são possessivos, nos tratam como objeto pessoal, egoístas, ignorantes, agressivos, doentes da cabeça e um pé no saco. E assim é a vida de todo artista.

 

Fantine em gravação da música "Tudo é Rouge" ao lado de Patrícia e Aline

Fantine em gravação da música “Tudo é Rouge” ao lado de Patrícia e Aline

 

 

SessãoTV: Juntamente com Aline, Lissah e Karin no início de 2013, vocês se uniram e ensaiaram uma volta da banda para comemorar os dez anos e presentearam os fãs com duas músicas inéditas. Como foi voltar e reencontrar pessoas e, por que não, uma história?

 

Fantine: Esse reencontro foi o trabalho do Rouge que mais curti. Pudemos compor com o Rick, trabalhar mais proximamente. A química da nossa união é incomparável e magica. Me senti uma adulta olhando pra minha infância.

 

 

SessãoTV: Por que a ideia de uma turnê comemorativa e cd não decolou? Os fãs ainda podem aguardar esse acontecimento?

 

Fantine: Acho pouco provável que aconteça. Se não rolou no auge do momento…

As propostas de trabalho pro Rouge são pouco interessantes, tem muito risco envolvido para mim, pessoalmente, principalmente artístico. Para manter a integridade artística é importante lançar mais trabalho novo.  Fazer turnê SOMENTE com repertório antigo é fim de carreira e pagação de mico.

 

Clipe lançado no Multishow da música “Tudo é Rouge” que marcaria o retorno da banda

 

O “Rouge” sempre foi inovador e honesto e essencialmente infantil.

Nós integrantes somos hoje muito mais adultas na nossa proposta musical, mesmo sendo ainda pop. Por isso seria super importante incluir essa verdade e identidade para conseguir justificar e abraçar o trabalho com orgulho e não só oportunismo.

 

 

SessãoTV: Após uma breve passagem pelo Brasil, você se inscreve no “The Voice Holland” chegando à fase ao vivo do programa e voltou a ser notícia por aqui e na Holanda. Como foi participar novamente de um reality musical? Ficou satisfeita com o tempo que ficou na atração?

 

Fantine: Televisão Holandesa é impressionante. Primeiro mundo, nunca vi igual! Os contatos que fiz e novas amizades fez a aventura valer a pena.

Graças ao programa trabalho ao lado de profissionais incríveis. Não fiquei satisfeita com o tempo que fiquei no programa, mas ninguém fica quando sai, por mais longe que chegue.

Foi maravilhoso receber carinho do publico, também Holandês, fui super apoiada depois da saída, até hoje pegam no pé do Marco pela escolha que fez.

 

Fantine participa do “The Voice of Holland” e é aprovada na fase das audições às cegas

 

Não é só talento que conta. Fiquei super irritada vendo profissionais medíocres na final e grandes artistas na tribuna.

 

 

 

 

SessãoTV: Uma turnê da Fantine pelo Brasil pode virar realidade?Quais os próximos passos na carreira?

 

Fantine: Sim, quero fazer uma turnê no Brasil depois de lançar novos singles.

Por isso tem que vir sonzera pela frente.

Estou compondo com o Italiano Alessandro Rosa, diferentes DJs e compositores Holandeses e Rick Bonadio.

Depois disso é questão de fechar com uma boa agência de shows que esteja interessada em vender meu trabalho no Brasil.

 

 

SessãoTV: Deixe um recado para seus fãs.

 

Fantine: Não vejo a hora de encontrar uma galera grande com muita música nova boa, muita luz linda e nossa festa!

 

 

Jogo rápido

 

Nome completo: Fantine Rodrigues Tho

Twitter: @fantinetho

Facebook: www.fantinetho.com

Um sonho: ter minha própria casa

Uma lembrança: Seminário Insight, Santa Mônica – Califórnia

Ser uma Popstar é: trabalhar pra cacete

Rouge: não agüento mais

Brasil: saudade!

Um CD: Ten de Pearl Jam

Uma música: This is What it Feels like “Armin van Buuren”

Um cantor: Eddie Veder

Uma cantora: Nicole Bus

Seus fãs: ambíguo

Ser cantora significa: cantar 


Sessão.TV agradece a atenção e deseja muito mais sucesso em sua carreira Fantine!

  1. Amei a entrevista, a sinceridade de uma Fantine adulta mostra porque ainda sou fã dela. Torço para que ela volte ao Brasil e que eu tenha a oportunidade de ir a algum show. Talentosa e de personalidade forte. Cada parte da entrevista me arrepiou, afinal, me vem recordações na cabeça e no coração de momentos em que a voz dela, que sempre foi minha favorita, embalava.
    Fantine, desejo a ti muito sucesso. Não importa se solo ou com as meninas, o importante é poder ouvir sua voz e entender suas mensagens. Grande beijo!
  2. Fantine Dança Ragatanga
    bjos
    Vir Para Teresina 2014
  3. Muito obrigado, Caio!

    Agradecemos a audiência e continue com a gente. Siga-nos no twitter e facebook!

    Abraço!

  4. Melhor entrevista da vida! Parabéns ao site pela qualidade e a Fantine pela sinceridade, espero ter a oportunidade de curtir um show da Fantine no Brasil.
  5. Maravilhosaaaa. Fiquei muito emocionado e feliz com a entrevista. Posso afirmar que foi a entrevista mais completa que já li de algum artista, Parabéns ao site, por poder nos proporcionar momentos tão especiais aos nossos artistas. E eu continuo afirmando a Fantine é FODAAAAA
  6. Muito obrigado, Walace!

    Fazemos o melhor possível. Siga-nos no twitter e facebook também!

    Abraço!

  7. Muito obrigado, Pollyana!

    Volte mais vezes e siga-nos no twitter facebook.

    Abraço!

  8. Quem não lembra da Fantine comentando aquela atração de cover do calypso no Domingo Legal? kkkkkkkkk. Sempre admirei muito essa sinceridade dela!

    Muito boa a entrevista! Curti pacas!

  9. Obrigado, Lucas!

    Abração!

  10. Nunca vi um artista chamar os fãs de doente da cabeça e nao reconhecer de onde veio.

    É uma decepcao para mim saber q tudo nao passou de falsidade e uma pena q mt’s fiquem puxando o saco depois de terem sidos chamados de doentes da cabeça.

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