Globo Repórter: Como o afeto e o toque interferem na saúde – Sessão TV.br
5 nov, 2010

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Globo Repórter: Como o afeto e o toque interferem na saúde

O Globo Repórter desta sexta, dia 5/11/10 irá mostrar como o carinho e o afeto das mães faz a diferença entre a vida e a morte para os prematuros e vai ver as flores que animam idosos internados.

Globo Repórter

O poder do toque

Diversas pesquisas associam a quantidade de contato físico ou o toque com a melhora de diversos problemas, desde problemas de saúde até problemas sociais. A pesquisadora americana Tiffany Field acredita que a falta de contato físico nos Estados Unidos é um dos responsáveis por altos níveis de criminalidade e por eventos como o tiroteio no estado do Colorado – que resultou em 15 mortos em 1999, depois que dois jovens abriram fogo contra colegas e professores na escola Columbine. “Diferentemente dos brasileiros e dos outros latino-americanos, somos menos propensos ao contato físico”, diz Tiffany. “Se as pessoas se tocassem mais, esse tipo de violência diminuiria.”

Baseado em pesquisas sobre o assunto no mundo todo, cientistas relatam que o contato físico tem um poder muito amplo. Além de aliviar o estresse e a ansiedade (e seus reflexos no comportamento e no metabolismo), o contato físico teria efeitos positivos no crescimento, na respiração, nas ondas cerebrais, na freqüência cardíaca e até no sistema imunológico, ajudando no combate às doenças. “O problema é que as pessoas se tocam cada vez menos”, diz o psiquiatra Geraldo Massaro, terapeuta em psicodrama do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Os primeiros toques

Os primeiros toques

Fundamental no crescimento, desenvolvimento, comunicação e aprendizado do ser humano, o toque também é essencial para o conforto e a auto-estima. O primeiro estímulo sensorial da vida humana vem da sensação de toque quando ainda estamos no útero. A primeira ligação emocional de uma criança é construída a partir do contato físico com os pais – base de seu futuro desenvolvimento emocional e intelectual. Na fase adulta, temos em média 1,67 metro quadrado de pele, um órgão sensitivo em constante alerta para receber mensagens. “Pele é o que nos dá a noção de interior e exterior nas nossas vidas”, diz o psquiatra Geraldo Massaro. “A permissão ao toque vai depender da segurança que o indivíduo tiver sobre si mesmo e das condições que o meio externo dá a ele para que se sinta seguro.”

Há ainda muitas questões abertas no que diz respeito ao estímulo tátil no desenvolvimento das pessoas. Uma delas é se aquelas pessoas que receberam mais contato físico no começo da vida apresentam menos senilidade na velhice. Também não se sabe se os efeitos da privação do toque podem ser revertidos mais tarde. Mas sabe-se, com certeza, que a privação deixa seqüelas graves.

O que acontece com um recém-nascido privado do contato materno? Pesquisas demonstram que a ruptura do contato leva à violência. É em famílias com pais desatenciosos ou violentos que a delinqüência se manifesta com mais freqüência. A partir da análise de culturas similares, como as dos povos ainu, no Japão, e zuni, no Novo México, Estados Unidos, observou-se que os maiores índices de violência entre os adultos estavam presentes exatamente nos povos em que as crianças recebiam menos afeto físico. E nenhuma violência entre adultos foi registrada nas culturas com alto grau de afeição física com as crianças.

Conclusão

Portanto, sempre toque seus entes queridos e demonstre afeto por eles de todas as formas, inclusive com o toque. E lembre-se que o toque e o afeto não custam nada, mas resolver os problemas causados pela falta dele, pode ser extremamente dispendioso ou até impossível de se curar. A maioria dos pesquisadores concorda num ponto: um simples toque humano é um meio eficiente e barato de melhorar a sua qualidade de vida.

O Globo Repórter do dia 05 de novembro de 2010, vai ao ar logo depois de Passione.

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