Globo Repórter, cura pelo cérebro

Nesta sexta-feira (08/10/10), o Globo Repórter revela como o cérebro pode manter e melhorar a sua saúde. Aprenda a viver mais e melhor usando a cabeça. Veja como conseguir ter o diabetes sob controle, o colesterol reduzido, uma ansiedade zero, um bom humor e um ótimo sono sem remédio.

Como conseguir que seu cérebro trate de suas doenças?

Isto é possível, e quando ocorre inconscientemente é chamado pela medicina de Efeito Placebo.

Placebo é um termo emprestado do latim. Significa “agradar”. Serve para designar a substância inócua usada em experimentos clínicos que testam a eficácia terapêutica de uma nova droga. Nesses experimentos, os pacientes são divididos em dois grupos: o primeiro recebe o novo medicamento e o segundo, sem saber, recebe o placebo. Nem o paciente nem o médico sabem que indivíduo receberá qual substância – a informação é mantida em sigilo pela equipe coordenadora até o fim da experiência. Ao contrário da droga estudada, o placebo não tem princípio ativo, geralmente são cápsulas de açúcar ou farinha. Teoricamente, não deveria provocar efeito algum. No entanto, o índice de melhora do grupo que recebe placebo chega a 40% dos casos, em média.

Como esta cura ou melhora não depende em nada da substância ministrada ao paciente, não há outra explicação para o fenômeno a não ser que a cura foi feita pelo próprio paciente, ou por sua mente. Então, sabendo como condicionar a sua mente para que você se sinta bem e equilibrado, é um ótimo começo para sua auto cura mental.

Cérebro alzheimer

Como proteger seu cérebro do envelhecimento?

Com o envelhecimento, a chance de aparecimento de doenças cerebrais degenerativas como o Mal de Alzheimer e Esclerose aumentam muito. Estudos comprovam que exercitar o cérebro ajuda a prevenir ou atenuar os sintomas dessas doenças. Para isso, é indicada a prática de atividades que julgamos “queimar” os neurônios, mas que na verdade os salvam.

Neste ponto, os neurônios são como músculos. Quanto mais exercitados, mais fortes e saudáveis eles ficam. Então o melhor é colocá-los para trabalhar com jogos, música, amizades e leitura. Qualquer atividade que exercite o pensamento ajuda, nem precisa ser atividades exclusivamente intelectuais como cálculos ou solução de problemas lógicos, até a conversa com os amigos sobre assuntos diversos ajuda a proteger seu cérebro.

Uma pesquisa com 678 freiras americanas demonstra como manter em alta a vida intelectual ajuda a prevenir estas doenças. Após analisar em arquivos antigas redações dessas religiosas, escritas quando elas haviam acabado de ingressar no convento, o pesquisador da Universidade de Kentucky, David Snowdon, teve uma surpresa: as autoras das melhores redações eram também as menos afetadas pelos sintomas do Alzheimer. Publicada recentemente no livro Aging With Grace (Envelhecendo Com Graça), ele também diz que as freiras que cultivaram “emoções positivas” durante a vida se tornaram resistentes a problemas de memória e de comportamento.